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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Florianópolis tem maior manifestação contra aumento nas passagens

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• Desde segunda-feira, a cidade de Florianópolis tem sido sacudida por grandes manifestações contra o aumento de 8,8% das tarifas dos ônibus municipais e intermunicipais da grande floripa, que diga-se de passagem já eram uma das mais altas do Brasil. Para ser ter uma idéia um trabalhador ou um estudante que mora no sul ou no norte da ilha, que possuem as tarifas mais caras, pagam R$ 6 por dia pra trabalhar ou estudar.


``Ô Dário Berger, seu milionário, o povo não é otário!``
O prefeito Dário Berger (PSDB) tenta enganar a população dizendo que essa é uma decisão judicial (a do aumento das tarifas) e não cabe a ele revogá-la. Porém todos sabem que o transporte é uma concessão do poder público às empresas e que o que não há é vontade política do prefeito, que também é dono de empresa de ônibus, em diminuir os lucros dos empresários.

``Não é ladainha! Com 3 real eu compro um quilo de tainha!``

Nesssa quinta-feira, dia 2, ocorreu a maior mobilização desta semana, no Centro da cidade, com a participação de mais de 5 mil pessoas, entre estudantes, professores, servidores municipais, estaduais e principalmente federais que iniciaram ontem uma greve nacional e, em Florianópolis, resolveram se unificar com a manifestação contra as abusivas tarifas da máfia do transporte.


Os manifestantes se concentraram, como em todos os dias anteriores, em frente ao Terminal Central dos ônibus e a idéia era fechar a ponte que liga a ilha ao continente, local estratégico para dar visibilidade ao ato. Porém, o aparato policial deslocado pelo governador do estado, Luís Henrique da Silveira (PMDB), para proteger seu comparsas e os interesses dos empresários, impediu os manifestantes de seguirem até o local. Mesmo com estudantes ajoelhados pedindo paz, a polícia lançou bombas de gás e atirou com balas de borracha, ferindo vários manifestantes.

A repressão policial tem ocorrido desde o primeiro dia das manifestações, com prisões de lideranças, ameaças por parte da polícia, que inclusive tem infiltrado um número muito grande de agentes no movimento, os conhecidos ‘P2’. Porém, ontem esta ultrapassou todos os limites, com dezenas de estudantes presos e muitos feridos depois de cenas de uma praça de guerra. Com isso, muitos dos manifestantes se revoltaram e, na dispersão do ato devido a repressão, se dividiram por vários locais do Centro e quebraram a sede do consórcio privado que controla os ônibus e terminais da cidade, além de vários bancos e da antiga sede da Câmara dos Vereadores, de onde inclusive botaram um grupo de policiais para correr.

Há informações de que uma tropa do Exército estaria sendo trazida do interior do estado para ajudar a reprimir as manifestações.

``É Lula lá, é Dário aqui, com a política do FMI!``
A única forma de conquistarmos de fato as reivindicações é continuar unificando todos os setores da classe trabalhadora e da juventude da cidade, como ocorreu já com servidores municipais, federais e estaduais, e seguir com grandes atos e ações radicalizadas. Também é decisivo conquistar o apoio de motoristas e cobradores, que já se mostram favoráveis, e unificar-se com sua possível greve, que pode estourar e paralisar a cidade a partir de segunda feira, dia 6.

O movimento deve unir as diversas categorias em luta, como os servidores municipais, que fizeram uma assembléia com 2.500 pessoas e os de São José, cidade vizinha, ligada pela ponte, que estão em greve. Os trabalhadores em saneamento também fizeram paralisação e chocam-se com o governo estadual, a exemplo dos professores na semana passada. Em outras cidades do estado, também começam a estourar lutas, como em Blumenau e em Criciúma.

``Chega de patrão! Eu quero a municipalização!``
Não podemos continuar com a maior tarifa do Brasil sendo explorados por grandes empresários que moram a beira-mar e riem, ao ver que no final de apenas uma semana lucram algo em torno de R$ 1.700.000, segundo dados dos jornais. Eles são apoiados por uma prefeitura corrupta, que é boa apenas para os que têm dinheiro, e ainda contam com apoio do governo do estado, que sequer oferece um reajuste decente aos servidores. Por isso, afirmamos, só haverá transporte público de qualidade e acessibilidade para todos se a prefeitura municipalizar as empresas do transporte coletivo sem indenização aos grandes empresários. E só haverá vitória em nossas mobilizações se continuarmos unificando os mais diversos setores da população em torno dessa reivindicação.


SOLIDARIEDADE
Envie mensagens contra a repressão e as prisões em Floripa

Secretário de Segurança Pública
Ronaldo Benedet
Telefone: (048 ) 251-1113
Fax: (048 ) 251-1120
benedet@ssp.sc.gov.br

Governador de Santa Catarina
Luiz Henrique da Silveira
Telefone: (048) 221-3186
Fax: (048) 221-3137
governador@scc.sc.gov.br

SECRETARIA MUNICIPAL DE GOVERNO - SMG
Gean Marques Loureiro (interino)
Secretário Municipal

Rua Conselheiro Mafra, 656 -Edifício Aldo Beck -10º Andar -Centro
CEP: 88010-914 -CGC: 82.892.282/0001-43

Telefone: (48) 251-6064 - Fax: (48) 251-6067


domingo, 14 de março de 2010

Pra quem tá chegando...

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Em sete pontos, o Movimento Passe Livre explica quem é, o que pretende e como está organizado.

1. O que é o Movimento Passe Livre (MPL)?
O Movimento Passe Livre (MPL) é um movimento social autônomo, apartidário, horizontal e independente, que luta por um transporte público de verdade, gratuito para o conjunto da população e fora da iniciativa privada.

2. História do MPL
O MPL foi batizado na Plenária Nacional pelo Passe Livre, em janeiro de 2005, em Porto Alegre. Mas antes disso, há seis anos, já existia a Campanha pelo Passe Livre em Florianópolis. Fatos históricos importantes na origem e na atuação do MPL são a Revolta do Buzu (Salvador, 2003) e as Revoltas da Catraca (Florianópolis, 2004 e 2005). Em 2006 o MPL realizou seu 3º Encontro Nacional, com a participação de mais de 10 cidades brasileiras, na Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra].

3. Formas de organização

3.1. Autonomia e independência
Acreditamos que as pessoas diretamente envolvidas na luta são responsáveis pelas escolhas e criação das regras do movimento, sem depender de organizações externas como partidos e/ou entidades estudantis e financiamentos que exijam contrapartidas.

3.2. Apartidarismo mas não anti-partidarismo

Acreditamos em uma nova forma de se fazer política e não nos organizamos para eleições. Pressionamos o governo por políticas públicas, mas defendemos na nossa prática cotidiana que existe política além do voto. No entanto, é preciso deixar claro que ser "apartidário" não significa ser "antipartidário". Assim como os apartidários, militantes de partidos políticos são totalmente bem vindos para colaborar na luta por passe livre.

3.3. Horizontalidade
Não existe hierarquia neste movimento. Não existe uma direção centralizada onde poucos decidem por muitos. Todos têm igual poder de participação.

4. O que é o passe livre
Passe livre é a gratuidade no transporte coletivo.

5. O que é um serviço público
Serviço público é aquele que não tem exclusão, que permite o acesso de todas as pessoas. A educação e a saúde só vão ser públicas de verdade se o transporte for público de verdade.

6. Mas é mesmo possível pegar ônibus de graça?
Não se trata de ônibus de graça, esse ônibus teria um custo, mas pago por impostos progressivos, não pela tarifa. O que a prefeitura precisa fazer é uma reforma tributária nos impostos progressivos, de modo que pague mais quem tem mais dinheiro, que pague menos quem tem menos e quem não tem não pague (impostos e taxas). Distribuir melhor o orçamento público, separando uma parte para subsidiar o transporte, ao invés de gastar dinheiro em propaganda, corrupção e obras que não atendem às reais necessidades da população. O passe livre estudantil já é realidade no Rio de Janeiro.

7. Sobre aumentos de tarifas
No Brasil, 35% da população que vive nas cidades grandes não tem dinheiro para pagar ônibus regularmente (IPEA, 2003). Muitas pessoas estão excluídas da educação porque não podem pagar o ônibus até a escola. Toda vez que aumenta a tarifa do ônibus, esta exclusão aumenta também. Ao mesmo tempo, é importante enfatizar que, mais que lutar contra o aumento da tarifa, lutamos contra a existência de uma tarifa. O sistema de Transporte precisa ser totalmente reestruturado, de modo que as tarifas não continuem aumentando, excluindo cada vez mais pessoas. O Transporte precisa ser visto como um direito essencial, não como uma mercadoria.

segunda-feira, 1 de março de 2010

!

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O MPL neste momento está em pé de luta contra os sindicatos patronais, empresários e governantes do Espírito Santo, que todo início de ano aumentam o preço da passagem dos coletivos, ignorando que isso se traduz em exclusão do acesso à cidade, da mobilidade urbana e do direito de ir e vir para grande parte da população.
Já que cerca de 80% das pessoas (sejam elas trabalhadoras, estudantes ou desempregadas) utilizam do transporte público para ter acesso ao que muitas vezes deveria ser um direito, como educação pública, saúde pública ou mesmo o direito ao trabalho.
Condições desumanas de transporte, monopólio e cartel das empresas de ônibus revelam o interesse ganancioso de um pequeno grupo de ricos que prevalece sobre o interesse da maior parcela da sociedade, interesse em transporte e vida dignos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Porque eu pulo a roleta?

Um comentário:
Por que eu pulo a roleta,
capixaba cidadão?
Eu pulo a danada porque ela
Só me diz NÃO,
Só me diz NÃO!!!

Porque eu pulo a roleta,
capixaba companheiro?
Eu pulo porque ela separa
O mundo inteiro
O mundo inteiro,
Eu pulo porque ela para
Quem não tem dinheiro
Quem não tem dinheiro…


Eu pulo a roleta porque quero paz, felicidade e prazer, com dignidade, para a vida de todo ser humano. Eu pulo a roleta porque preciso lutar contra um sistema que impede que tenhamos qualquer condição digna de paz, felicidade e prazer.
A roleta não nasceu grudada ali onde ela esta, quando Deus criou o mundo. Alguém a colocou ali, e quando colocou, queria dizer algo com isso.
A roleta FALA! A roleta SEMPRE TEM ALGO A DIZER.
A roleta diz “NÃO! Você NÃO tem direito de ir e vir! Você tem que ter dinheiro, para ter direito de comprar o direito de ir e vir!” A roleta diz “O solo deste estado já tá todo mapeado e dominado, e se você quiser andar no chão DO MEU DONO, terá que pagar tributo a ele, terá que pagar tributo AO MEU DONO!”.

Quem é o dono da roleta?
QUEM É O DONO DA ROLETA?

O dono da roleta é o empresário que lucra, é o empresário que explora o trabalhador (fiscal, motorista, cobrador), é o empresário que tem carro do ano e não anda de ônibus, é o empresário que faz campanha com adesivos nos ônibus culpando quem pula a roleta, é o empresário que coloca jagunço dentro dos ônibus para atirar na bunda do cidadão que pula roleta, é o empresário que financia a campanha eleitoral do governador do estado, é o empresário que tem nas mãos o governador do estado, e toda a política do estado. O dono da roleta é dono da justiça Capixaba, é dono da Assembléia Legislativa capixaba, é dono da mídia capixaba, é dono das rodovias capixabas (e de seus pedágios).
O dono da roleta é dono do nosso direito de ir e vir.
E a roleta nos diz que isso tudo é normal, e que temos que obedecer.
E é por isso que eu pulo a roleta. Porque eu sei que não é normal, que o mundo não nasceu assim, e que assim NÃO tem que ficar. A cantora Nara Leão disse certa vez que queria cantar músicas que ajudassem a gente a ser mais brasileiro, que fizessem todo mundo querer ser mais livre, que ensinassem “a aceitar tudo, MENOS O QUE PODE SER MUDADO”.

Eu pulo a roleta porque sei que isso pode ser mudado, que podemos mudar nossa condição, sei que reuniões de reveillon para aumentar a passagem do Transcol são uma forma de pegar o povo de surpresa, porque quando o povo tá acordado, quando o povo tá unido, quando o povo vai pras ruas, quando o povo enfrenta o empresário, o povo MUDA A SUA CONDIÇÃO. Nós podemos mudar, podemos não ficar calados. Quando a roleta nos diz “Nem todos podem passar”, nós não temos a obrigação de concordar. Eu discordo, e é por isso que eu pulo a roleta.

Eu pulo a roleta por todos os que já morreram lutando contra a opressão dos poderosos, que sempre mandaram matar, e que hoje estão colocando seus jagunços dentro dos ônibus, para atirar. E não é só porque quando nós pulamos a roleta, dói no bolso do empresário. Não, é mais do que isso! É também porque quando pulamos a roleta, outra voz se faz ouvir: A voz do povo que diz “Eu não me rendo!”, do povo que diz “Eu não aceito o que pode ser mudado!”, do povo que diz “Cansei de ser feito de idiota!”, do povo que diz “CHEGA, vamos tomar as rédeas de nossas vidas”.

A roleta está para o cidadão como a rédea para o cavalo, e com a roleta o empresário doma o passageiro, doma o motorista, doma o cobrador.

E se os trabalhadores do transporte público capixaba querem aumento salarial digno, devem ir pra luta, devem fazer greve, devem circular sem cobrar passagem, carregar a população de graça, porque quem tem memória lembra que só com essas lutas, os trabalhadores do transporte público vencem a ganância do empresário explorador.

E se os cidadãos capixabas querem barrar os aumentos de tarifa, devem fazer como fizeram em 2005, quando fecharam as ruas, quando gritaram que não aceitavam, quando ocuparam o pedágio da terceira ponte e abriram as cancelas (irmãs das roletas), deixando os carros passarem de graça, fazendo os empresários e seu cãozinho poodle Governador ficarem de cabelo em pé.

Trabalhadores, cidadãos, estudantes, desempregados, nós somos o melhor exemplo de que quando nós lutamos, nós vencemos. Lutar contra uma sociedade que nos priva do direito de sermos humanos. Lutar por dignidade. Lutar contra os donos das roletas.

Vamos pular todas as roletas, abrir todas as cancelas dos pedágios, deixar os passageiros entrarem pelas portas de trás, vamos parar os ônibus, as ruas, a cidade. Vamos dar mais um exemplo de que quando o povo não se cala, de que quando o povo luta, os donos das roletas tremem de medo de nós!

Eu pulo a roleta porque eu amo minha terra, e porque a roleta calcula o lucro de quem não a ama. Eu pulo a roleta porque não somos livres, mas queremos ser. Eu pulo a roleta pelo meu povo, e quando eu pulo a roleta, não é o meu povo que paga por isso.

Meu povo só paga quando a roleta gira, e só poderemos dizer que temos liberdade e dignidade quando no mundo nenhuma roleta mais girar!

PASSE LIVRE JÁ!!! POR UM MUNDO SEM ROLETAS!!!!!!!